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A informação mais básica que se pode dar a respeito deste ser, desta entidade, é que se trata de um vampiro.

Logo todos poderão notar o fato de que existem muitos tipos de vampiro no Multiverso. Lugash se enquadra na categoria de vampiro mitológico, ou seja, do tipo muito primitivo, antigo e poderoso, como o fundador dos Cainitas, o próprio Caim.

Como todo vampiro, Lugash aprecia o sangue, seu único alimento. Mas, e é preciso que se diga desde já, há ainda uma coisa mais importante para ele do que o sangue: o poder. Sua cobiça pelo poder total não tem limites de nenhuma natureza. Pode-se dizer que em grande parte, senão totalmente, toda a história que culminou na geração do Multiverso se deve às consequências dos atos deste ser terrível.


Antecedentes

Mas por que digo "terrível"? Não é assim todo vampiro que se encontre? Se for, então é preciso inventar um novo adjetivo que reflita de forma fidedigna toda a monstruosidade deste ser. Não há nada que importe mais para Lugash do que ele próprio, nada nem ninguém com que ele tenha que se preocupar nem por um único minuto. Isto, ao invés de torná-lo impotente e deslocado da realidade, pareceu ser fonte sobrenatural de uma firmeza de vontade verdadeiramente diabólica.

Pelo que li num dos tomos mais antigos a que tive acesso da época do Primeiro Reino da Pérola, Lugash é identificado realmente como uma criatura infernal, sendo a sua forma vampírica tratada quase como um disfarce para sua natureza demoníaca. Esta foi a conclusão dos scholars mais avançados do antigo Reino.

Mas a primeira notícia que se teve dele, em todos os tempos, foi por ocasião do desvendamento de uma série de mortes misteriosas de diversos súditos do Primeiro Reino da Pérola. Todos foram encontrados totalmente dissecados, sem uma única gota de sangue restante em seus corpos. As únicas coisas em comum em todos os incidentes eram bastante perturbadoras: primeiro, todas as vítimas haviam sido especialmente abençoadas por Daniela, a própria Princesa da Pérola da época; segundo, e ainda mais perturbador, os corpos foram encontrados nas imediações do Bosque da Pérola, ou seja, dentro do território considerado Santuário impenetrável. Ao menos oito mortos foram encontrados, nestas condições, para a Guarda da Pérola compreender que estavam entrando, então, em estado de emergência.


I Guerra da Pérola

Eventualmente Lugash foi identificado como o vampiro causador daquela série de crimes hediondos. Aparentemente o monstro se fortalecia mais a cada vítima que atacava, e da qual absorvia energia provinda das bênçãos da Princesa. Os principais guerreiros da Guarda, os Cavaleiros Rafael, Carlos e Mikhail, foram incumbidos pela Princesa Daniela para enfrentar e derrotar imediatamente este novo e misterioso inimigo. Tendo formado uma força de ataque para uma resposta imediata, a Guarda perseguiu implacavelmente o monstro durante duas semanas. O empreendimento, porém, acabou de forma muito inesperada. Lugash havia atraído os guerreiros para uma armadilha num labirinto construído por ele na densa floresta do interior do Reino e, um a um, foi aniquilando a todos eles. Os Cavaleiros, percebendo a sua iminente destruição, bateram em retirada com as poucas forças remanescentes, uma meia dúzia de soldados. O Cavaleiro Mikhail tombou em heróica resistência contra Lugash, para permitir a fuga de seus companheiros. Lugash torna-se consideravelmente mais forte ao drenar todas as forças do Cavaleiro. Derrotados e exaustos, os sobreviventes retornaram para o Reino com urgência, a fim de preparar suas defesas para o provável assalto do inimigo. Data-se desta ocasião de fuga a primeira aparição de Agev, como observador neutro de todos estes fatos.

Como o plano de um revide rápido provou-se desastroso, a Princesa Daniela decidiu preparar-se com uma ampla estratégia defensiva. Novos soldados foram recrutados em caráter de exceção e treinados em programas intensos pelos Cavaleiros remanescentes, Rafael e Carlos. Ao mesmo tempo, poderosos encantamentos de proteção ao território do Bosque da Pérola foram lançados para impedir qualquer ataque repentino, enquanto a Guarda não fosse reconstituída de forma satisfatória.

Lugash, por sua vez, preparava-se transformando o entorno do Bosque em sua terra desolada, e recrutando todas as criaturas que encontrava, e homens desgarrados, para suas hostes. Agev faz, então, seu primeiro contato com o Reino da Pérola, a fim de compreender os fatos de maneira mais completa. Porém, determinado a não dar informação nenhuma sobre si mesmo, Agev é expulso do Reino e identificado como possível inimigo relacionado com Lugash. Esta atitude hostil e paranóica do Reino com Agev, como se verá, terá as consequências mais funestas para o próprio Reino mais tarde.

Eventualmente Lugash percebe que suas forças possuem uma superioridade mínima necessária para que ele possa invadir o Reino. Não querendo dar chance para que a Guarda se fortalecesse mais, Lugash dispara seu ataque por todos os lados do Reino, e rapidamente suas forças alcançam e cercam o Bosque, onde a resistência da Guarda é mais dura e aparentemente impenetrável. Descobre-se, enfim, que Lugash deseja possuir a própria Princesa Daniela, num ritual para ganhar imenso poder.

Percebendo-se diante de um inimigo implacável e vendo o colapso total de sua resistência, a Princesa Daniela faz secretamente um ritual de passagem da sua autoridade e poderes para Joyce, a nova Princesa da Pérola. O Cavaleiro Rafael é incumbido de escoltar pessoalmente a nova Princesa para um local secreto e seguro, enquanto Daniela e a Guarda restante lutaria até o fim tentando derrotar Lugash.

A luta sangrenta se encerrou enfim, com a vitória de Lugash e seu domínio sobre o Bosque. Possuindo o vitae de Daniela, porém, o vilão percebeu que foi enganado, e que esta já não era mais a Princesa da Pérola. Desnorteado pelo truque que não previu, e mal protegido por poucos de seus próprios guerreiros, Lugash foi atacado abrupta e violentamente por Carlos. O Cavaleiro feria Lugash com toda a sua fúria e causaria mesmo a destruição do vampiro, se este não apelasse a um feitiço particular que o transformou num espectro intocável, uma nuvem de sombra e fumaça, artifício que o permitiu evadir-se para fora do Bosque.

Acabava assim a I Guerra da Pérola, com a vitória do Reino sobre Lugash, apesar que ao preço de uma grande devastação e pesadas baixas. Quando mostrou-se seguro, Rafael trouxe finalmente Joyce, a nova Princesa, de volta ao Reino, que teria que ser reconstruído.


II Guerra da Pérola

A Princesa Joyce tomou todas as providências para a reconstituição de seus domínios. Tornou-se rapidamente uma líder muito respeitada e reverenciada, sobretudo porque parecia ter uma personalidade mais aguerrida que a antiga delicada Princesa Daniela, que apesar de ter sido também vítima da guerra, acabou sendo apontada como a responsável pela desolação do Reino (não posso dar certeza, mas há registros que apontam que a Princesa havia sido enfraquecida por suas práticas não muito ortodoxas numa relação com o falecido Cavaleiro Mikhail, e que os dois acabaram deixando-se matar de algum modo durante a guerra, como forma de se punirem por seus atos impuros. Porém, esta versão nunca foi definitivamente confirmada).

A Guarda, porém, não poderia ser reconstituída, pois descobriu-se que todos os infantos que poderiam ser treinados por Rafael e Carlos, ou seja, aqueles da estirpe real da Casa da Pérola, haviam sucumbido durante as hostilidades, aparentemente de forma proposital e dirigida, por mando de Lugash. Uma nova geração, a Nova Guarda, teria de ser então formada. Utilizando mais recursos tecnológicos que a Velha Guarda, e apostando em treinamento em massa, esta força acreditava ter os meios de enfrentar quaisquer ataques inimigos no futuro. Seus principais líderes, chamados de Guardiões, eram Marcos, Henrique, Fábio e Allan. Os antigos Cavaleiros, Rafael e Carlos, permaneciam servindo a Princesa como sua força especial e particular.

Por fim, Joyce tomou precauções inspirada em sua antecessora, e criou uma divisão de poderes com a jovem Renata, que seria nomeada Guardiã da Pérola e sucessora automática de Joyce, caso esta sofresse qualquer atentado e fosse capturada por Lugash.

Lugash, por sua vez, sofria terrivelmente. O feitiço que o transformou em espectro podia ser revertido, mas a um custo imenso de seu próprio poder. O vampiro viu-se enfim na sua forma original, mas mais fraco que nunca esteve antes. Foi no lento processo de sua recuperação que Lugash travou contato com Agev, e iniciou sua trama de recuperação. Agev, por si, era indiferente a qualquer um dos lados da guerra. Não sabia o que fazia ali, pois não tinha memória muito exata de seus antecedentes (os quais podem ser conhecidos através da antiquíssima história, e conhecida por muito poucos, chamada A Cela e o Guerreiro). Porém, era um ser extremamente orgulhoso e havia ficado perturbado com o tratamento recebido por parte dos representantes do Reino. Sentindo um desejo irresistível de participar numa aliança com aquele ser enigmático, Agev se alia com Lugash, no que seria a aliança mortal para o Reino na II Guerra da Pérola.

As atividades de Lugash e Agev se restringem inicialmente a espionagem e ataques limitados na periferia do Reino. As forças da Nova Guarda mostram-se bastante superiores a dos vilões, que quase sempre são escorraçados dos domínios do Reino, e perseguidos pelo interior. Agev mostra-se um aliado importante de Lugash, embora ele faça questão de engajar-se com prazer na luta, mas sem causar nenhuma morte por suas próprias mãos. Inúmeras vezes foi Agev o responsável por permitir a fuga de seu aliado, com uma cobertura formidável. A falta de ofensividade de Agev faz Lugash se irritar e, conforme este recuperava seu poder lentamente, procurava influenciar mais e mais seu novo aliado, de maneira a torná-lo mais letal nos enfrentamentos.

Lugash ensinou então a Agev uma arte estranha, que era a observação e a interpretação do céu. O vampiro animava-se com a chegada de um evento importante, a passagem de um Cometa que ocorreria em breve, e que lhe permitiria adquirir poderes novos e grandiosos. Sua promessa a Agev foi de que, se recebesse ajuda, compartilharia um tanto da nova capacidade adquirida. Aquilo era uma mentira, mas, para Lugash, havia todo o tempo no mundo para reverter as coisas a seu favor, pois Agev parecia ingênuo e manipulável, e sua idéia, antes da derradeira traição, era usar seu novo aliado ao máximo no conflito que se aproximava.

O próprio vampiro mostrou-se capaz de uma ação espetacularmente corajosa, sinal de sua sede insaciável por poder, ao fazer a viagem celeste em direção ao Cometa. Era uma coisa arriscada demais, e a probabilidade de que ele, ainda não muito forte, fosse carbonizado e completamente desintegrado no espaço, era muito grande. Ainda assim ele o fez, na presença de Agev, na noite ideal, utilizando-se de rituais absolutamente incompreensíveis e de uma complexidade atordoante.

Seis dias mais tarde ele voltava, para ser então, e definitivamente, o maior inimigo conhecido de todos os povos do universo (com a exceção, talvez, de Alonarf, o que é matéria de disputa sem fim entre os especialistas).

Para se ter uma idéia da dimensão de sua nova situação, é sabido que o mundo em que ele habitava possuia muitos reinos além do Reino da Pérola, que era o principal de todos. Em coisa de pouco mais de dois meses todo o mundo foi conquistado por Lugash, restando ileso apenas o Reino da Pérola.

Um dos mais novos e terríveis poderes de Lugash era o chamado Toque da Corrupção, cujos efeitos podem ser comparáveis ao de uma praga mortal. Todas as pessoas que entravam em contato físico com alguém contaminado, ou que respirassem o mesmo ar, ou que bebessem da mesma água, eram infestados pela peste, que tornava o hospedeiro um escravo de Lugash de forma irreversível, como uma espécie de zumbi, mas com uma preservação espantosa de todas as funções fisiológicas, motoras, mentais, etc. As nações deste pobre mundo foram tomadas sem piedade. No alto da maior montanha do mundo, empesteada agora com a lava, poeira e fumaça provocada pela explosão de vulcões levantados por Lugash ao redor, o vampiro montou sua fortaleza suprema, absolutamente inalcançável, de onde dirigia seu novo império assessorado por Agev.

Esta série assombrosa de feitos fez tremer ao povo do Reino da Pérola, e no entanto a Princesa Joyce assegurou a todos que enquanto ela vivesse (e também, secretamente, a Princesa-Regente Renata), todo aquele mal não venceria sobre eles. E, de fato, todo o colossal poder de Lugash que havia derrubado todos os reinos do mundo mostrava-se ainda incapaz de enfrentar definitivamente o Reino da Pérola, que parecia mais especialmente protegido do que nunca, pela imensa bondade e graça, tanto de Joyce quanto de Renata. Lugash enfurecia-se cada vez mais. 

O vilão notou que Agev era a chave para a vitória final, pois este parecia ser particularmente muito mais resistente que qualquer um, inclusive o próprio Lugash, contra poderes do Reino da Pérola. Algo, porém, impedia que Agev fosse contaminado pelo Toque da Corrupção ou qualquer outra coisa que Lugash quisesse fazer para dominá-lo. E, livremente, Agev resistia ainda a colaborar totalmente com os planos de Lugash, deixando ao Reino da Pérola uma chance de resistência.

Finalmente Lugash empreendeu uma estratégia psicológica para envolver Agev, pois sabia que o ponto fraco deste era o seu orgulho. Tramou uma situação em que permitisse o contato de Agev com a Nova Guarda. Conhecendo muito bem a arrogância dos jovens Guardiões, acreditava ser esta a chance de provocar finalmente a fúria do seu relutante aliado.

Infalivelmente, num certo dia, quando Agev passeava nas margens externas do Bosque da Pérola, como costumava fazer sem que ninguém entendesse o motivo, viu-se cercado pela Nova Guarda, que havia sido informada por agentes do próprio Lugash sobre quando e onde Agev estaria, de maneira que pudessem emboscá-lo. Agev inicialmente achou a situação curiosa e engraçada. Depois de vários anos neste mundo, ele já havia compreendido melhor a dimensão do seu poder, de tal maneira que aquela cena lhe parecia mais caricata do que perigosa. Na verdade, nos últimos tempos, durante os conflitos de fronteira (nas florestas e colinas), enquanto a Nova Guarda acreditava estar caçando e enfrentando duramente Agev, este por si via-se como que numa brincadeira, como se fosse um leão cercado por ratos.

Neste dia, no entanto, Agev percebeu que seus oponentes acreditavam realmente que poderiam enfrentá-lo. Tal fato irritou-o profundamente. Resistindo sem nenhum esforço aos tiros e golpes de cada um dos Guardiões que o cercavam, Agev procurava travar ainda algum diálogo com eles, para que eles entendessem a completa inutilidade do seu assalto, e percebessem na verdade a sua neutralidade profunda na guerra. Sinceramente, Agev achava que Lugash havia passado dos limites, e pensava num eventual alinhamento com o Reino da Pérola contra o vilão. Porém, o passado de hostilidades, quando foi rejeitado e expulso, o reprimia de procurar a aliança com o Reino. E foi então, neste momento, percebendo a absoluta cegueira e teimosia da Nova Guarda, que o limite da sua paciência esgotou.

Com um movimento simples e rápido, Agev agarrou o pescoço de Henrique com uma mão, e o de Fábio com a outra, e esmagou-os até quebrá-los, de uma só vez. O líder, Marcos, horrorizado, liderou um ataque total de suas forças contra Agev, apenas para ver todos os seus soldados serem mortos num piscar de olhos. Apenas Allan ainda vivia, enquanto Agev arrancava a cabeça de Marcos para fora do seu tronco, e chutava-a longe em sinal de completo desdém e desprezo. O astuto Allan, o grande caçador da Nova Guarda, decidiu bater em fuga e, admiravelmente, conseguiu escapar de Agev, refugiando-se no Bosque da Pérola.

Lugash, que de longe monitorava toda a situação, sabia que havia chegado o momento, e moveu suas forças para a fronteira para um ataque final e fulminante. 

Cientes do ataque iminente, Joyce e Renata botaram em alerta total o restante da Nova Guarda, sob o comando de Allan, e colocou-se sob a proteção de Rafael, enquanto Carlos protegeria Renata.

O plano de Lugash dependia de Agev adentrar no Bosque da Pérola, e enfraquecer de algum modo os poderes da Princesa, o que derrubaria os encantamentos que protegiam o território sagrado. Agev perseguia ainda Allan, e já havia penetrado no Bosque, matando muitos no seu caminho. Joyce alertou Rafael de que nem Allan nem toda a Nova Guarda poderia dar conta de Agev, e pediu que ele interviesse diretamente no combate. Rafael apresentou-se à frente e, para a surpresa do próprio Agev, mostrou-se um oponente formidável e aparentemente invencícel, num duelo de espadas.

O combate entre os dois parecia não ter fim, e o fato é que a resistência do Reino se reorganizava rapidamente em volta, sob a liderança de Allan, para fazer frente ao assalto de Lugash. Eventualmente, Agev percebeu que a fonte da invencibilidade de Rafael era o poder emanado pela própria Princesa Joyce, que acompanhava o combate. Neste momento Agev entendeu que decidiria o destino do Reino. Num movimento muito veloz, amparando os pesados golpes do Cavaleiro, disparou um pequeno dardo que atingiu em cheio a cabeça de Joyce desde o seu olho esquerdo. A Princesa morreu. Rafael, enfraquecido subitamente, começou a recuar, tentando atrair Agev para o ponto mais distante da nova Princesa, Renata, que era ainda protegida por Carlos. Agev deliberadamente deixou o Cavaleiro viver, como sinal de reconhecimento do seu valor e bravura. Enquanto isso as forças de Lugash invadiam o Reino por todos os lados, e o próprio vilão voava velozmente numa nuvem de fogo, procurando pela Princesa.

Pois ele sabia que a morte de Joyce não havia dissipado os poderes do Reino completamente, o que significava que outra Princesa restava viva, o mesmo truque que havia ocorrido na I Guerra. Finalmente ele encontrou o refúgio de Renata, e travou um combate intenso com Carlos. Este parecia estar prestes a ser derrotado rapidamente, quando Rafael surgiu em sua defesa. Os dois Cavaleiros mantiveram um ferrenho combate com Lugash, corajosamente, enquanto o restante das tropas do Reino enfrentava uma horda avassaladora, numa batalha totalmente caótica e sem esperanças.

Lugash convocava Agev para o seu auxílio, absolutamente surpreso de não conseguir lidar com os dois Cavaleiros ao mesmo tempo. Agev, no entanto, observava sem intervir. Lugash estava, de todo modo, praticamente dobrando os dois Cavaleiros com toda a sua potência, usando fogo e cinzas, e um calor infernal, mostrando então a sua natureza realmente diabólica, com formas assustadoras e irreconhecíveis. Agev, neste momento, parece ter percebido alguma coisa diferente, algo de sua missão ancestral extra-mundana, e decidiu intervir finalmente: contra Lugash. 

Afastando-o dos Cavaleiros e da Princesa Renata, Agev defendia cada um dos golpes avassaladores de Lugash, até que cercou o vilão e a si mesmo numa redoma de uma cor azulada, de origem desconhecida. Num piscar de olhos os dois haviam sumido. E nunca mais se viu sinal deles neste mundo.

Carlos manteve a segurança pessoal de Renata, enquanto Rafael e Allan lideravam as escassas forças restantes do Reino para expulsar os opositores que não haviam fugido ainda, desde o desaparecimento de seu líder.


Destino

Embora, desde o fim da II Guerra da Pérola, Lugash tenha tido alguma participação em outros eventos anteriores a formação do Multiverso, é somente com este evento cósmico que ele consegue reunir energia suficiente para encarnar de forma completa.

O Multiverso oferece pela sua própria natureza o desafio definitivo para Lugash: o domínio absoluto da totalidade dos mundos, usando o Multiverso como ponte. Seu plano passa por diversas etapas, desde o seu fortalecimento, a arregimentação de aliados e de tropas, e a neutralização de campeões especialmente perigosos, como Agev e Alonarf.


Natureza

Essencialmente um vampiro primevo, Lugash possui a natureza fundamental de se alimentar de forças alheias, das mais diversas formas. Diz-se que ele pode se alimentar de sangue, de órgãos de quase todos os seres animais (exceto da espécie alienígena de Alonarf), e também de forças sutis da natureza, bem como de almas. Praticamente tudo o que existe serve como recipiente de algum tipo de energia que pode ser apropriada por Lugash. Certos corpos celestes possuem propriedades especiais, como se fossem baterias cósmicas, que lhe conferem poderes extraordinários, como ocorreu com o Cometa antes da II Guerra da Pérola.

É possível que mais primitivamente, como já se especulou, Lugash seja um demônio de alguma linhagem desconhecida. De qualquer maneira, ele nunca demonstrou conhecer esta sua suposta natureza infernal.


Aparência

Lugash já mostrou possuir três aparências distintas, embora não tão diferentes umas das outras, como se fossem modificações.

A aparência mais básica é a de um homem pálido e magro, alto, com olhos azuis escuros profundos, e uma voz rouca e um pouco fina. Garras e presas são perceptíveis, embora não chamem muita atenção num primeiro momento. Neste estado Lugash costumou usar um manto preto simples. O seu olhar sempre é, em todas as formas, extremamente perverso, psicopático.

A segunda aparência, evoluída da primeira desde o retorno de Lugash da viagem ao Cometa, muda a sua pele do pálido para o branco de um mármore impecável, e torna o corpo muito mais robusto, mais alto e mais forte. Os olhos permanecem azuis, e a voz se torna mais grave. Garras e presas crescem consideravelmente, tornando o seu aspecto muito mais agressivo e perturbador do que a aparência anterior. Eventualmente Lugash usava nesta forma um manto mais ostentador, às vezes até um manto vermelho ou púrpura.

A terceira aparência foi vista apenas uma vez e por raros momentos, durante a luta de Lugash com os Cavaleiros Rafael e Carlos. Sua pele recebe tons de cinza, como se ele próprio fosse um vulcão por dentro, prestes a estourar. Sua face fica raivosa, alucinada, e os olhos vermelhos seriam por si só capazes de levar alguém que os observasse fixamente à insanidade. As veias saltam dos braços e do pescoço como se corresse um fogo dos infernos por elas.


Poderes


Mentalidade

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